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Projecto de difusão de autores que pensam a imagem em termos inovadores, explorando com grande liberdade e pertinência o seu enraizamento e as suas relações com as mais diversas problemáticas, saberes, crenças e práticas.

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Victor I. STOICHITA, A Instauração do Quadro. Metapintura nos inícios dos tempos modernos, trad. R. P. Cabral, Lisboa, KKYM, 2019. (capas) (onde comprar)


Georges DIDI-HUBERMAN, Remontagens do Tempo Sofrido, trad. L. Lima, Lisboa, KKYM, 2019. (capas) (onde comprar)


Jacques RANCIÈRE, As Margens da Ficção, trad. J. L. Rosa, Lisboa, KKYM, 2019. (capas) (onde comprar)


Hans BELTING, Faces. Uma história do rosto, trad. A. Morão, Lisboa, KKYM, 2019.
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ROSTOS GUIA FACES GUIDE, com/with H. Belting, G. Didi-Huberman, G. della Porta, T. Ruff, R. Castellucci, V. I. Stoichita, A. Hitchcock, J. L. Neto, A. Bertillon, L. Hine, S. Tuori, C. Boltanski, S. Freud, D. Blaufuks, E. Nery, A. Warhol, M. Kella, J. Molder, M. M. Freitas, G. Deleuze, et al.
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Françoise FRONTISI-DUCROUX, comunicação no âmbito da mesa redonda Ymago, Culturgest, 5.11.2018. [vídeo grande]





Victor I. STOICHITA (n. 1949)

Historiador de arte, lecciona "história da arte moderna e contemporânea" na Universidade de Friburgo, Suíça. Natural da Roménia, cidadão espanhol, obteve a licenciatura por La Sapienza, Roma, e o doutoramento pela Sorbonne, Paris. Porventura esta condição multi-cultural e multi-linguística tem desempenhado um papel na consideração de instrumentos teóricos, críticos e linguísticos muito diversificados. Victor Stoichita tem contribuído para ampliar os problemas e os objectos de estudo, demonstrando todo o interesse de um método plural de análise da experiência artística e visual. A história da arte, a estética, a antropologia concorrem assim para relevar dinâmicas de permanência e de transformação que definem o mundo "contraditório" das imagens. O modo de funcionamento da imagem e da imaginação, bem como a questão da memória, constituem, deste modo, os problemas fundamentais do historiador.
Em A Instauração do Quadro (2ª ed. 1999; trad. pt. 2019) e Breve História da Sombra (2000; trad. pt. 2016), debruça-se sobre temas em que está em causa a própria natureza do fenómeno artístico e objecto de continuada elaboração teórica, com extensas ramificações filosóficas e culturais, que o autor percorre com notável desenvoltura.
Em O Efeito Pigmalião (2008; trad. pt. 2011), indaga-se a estória de um escultor cipriota e da estatueta que ele mesmo fabricou, começando em Ovídio, com incursões pelo Romance da Rosa, Shakespeare, Deleuze, a Barbie, para findar em Hitchcock. Mas se nesta história de simulacros, por um lado, se põe em evidência uma dimensão central da prática artística Ocidental, onde vemos o artista apaixonar-se, iludido, pela imagem criada, por outro lado, podemos compreender como esta paixão arruína a lógica da mimesis e destitui qualquer princípio ou conformidade entre modelo e cópia. Com efeito, a estatueta de Pigmalião existe noutro plano, ela é um objecto técnico-mágico-artistíco que capta eficazmente o desejo. E, deste modo, é emblemática da parte de imagem que há na arte.
(JFF, VS, rIHA)

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Georges DIDI-HUBERMAN (n. 1953)

Filósofo e historiador de arte, lecciona "antropologia do visual" na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris.
Nas duas últimas décadas, tem procedido a uma aprofundada crítica dos fundamentos vasarianos, panofskianos e neo-kantianos com que a história de arte se habituara a operar. Em obras como Devant l'image (1990), L'Image survivante (2002) ou Imagens apesar de tudo (trad. pt. 2012), e apoiado em referências teóricas como Warburg, Benjamin, Freud e Deleuze, tem assumido o parti pris por uma atitude interpretativa que considere a complexidade problemática e contraditória da imagem, bem como as dimensões empáticas, éticas e políticas da mesma.
A vasta constelação de referências teóricas, artísticas e literárias (incluindo Baudelaire, Proust, Joyce, Bataille, Beckett), e a montagem de saberes que Didi-Huberman opera (história, psicanálise, filosofia, fenomenologia, entre outros), concorrem para a concepção de um tempo histórico caracterizado por anacronismos, por temporalidades impuras, dialécticas, prenhes de sobrevivências e de fantasmas. Este tempo constitui o correlativo do "sintoma", ou seja do símbolo aberto e "sobre-determinado" que Freud teorizou e que Didi-Huberman propõe como paradigma para a investigação nas artes.
Autor prolífico, tem mais de 30 livros publicados sobre diferentes artistas e autores, como Fra Angelico, Botticelli, Marey, Brecht, Giacometti, Pasolini, Turrell, Harun Farocki, os minimalistas americanos (Judd, Morris, etc), mas também sobre objectos e temas antropológicos, a fotografia e o cinema, a teoria e as questões de método.
Em Imagens apesar de tudo debruça-se sobre o "inimaginável" da Shoah, que tende a obliterar tanto as quatro imagens fotográficas que sobreviveram à "Solução final" como a imaginação daqueles que passaram pelos campos, ou mesmo as montagens cinematográficas de Renoir, Lanzmann e Godard, entre outros. Didi-Huberman contrapõe com veemência o valor das imagens - tão lacunares quanto necessárias - na história e para a constituição do conhecimento histórico, distinguindo a semelhança da falsa aparência e da assimilação identitária, visando romper a barreira fetichista e afirmar como a imagem pode, apesar de tudo, tocar o real.
(JFF, MPS, VS, rIHA)

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