Graduada em Comunicação e Artes do Corpo, pela PUC/SP e técnica em Estilismo e Coordenação de Moda (SENAC),
Marília Del Vecchio pesquisa a relação da roupa com o corpo e a interdisciplinaridade entre as diversas áreas artísticas. Apresentou as performances: O Enterro do Professor Sukolov, no Festival de Inverno de Paranapiacaba (2008); As Vítimas do Professor Sukolov no Carnaval Maldito da Besta, no TUCA Arena (2007); Cada um, uma capa, no Teatro Centro da Terra (2007), com o Coletivo Performance 007. Com o Coletivo in Trânsitto apresentou as performances: Mi casa Su Casa, na Mostra Arte Expressa; Quer trocar comigo?, no V Festival de Apartamento (2009); Segredos guardados dentro do armário, PUC/SP (2006). Na moda teve o seu trabalho exposto na Feira no Meio Ambiente do SENAC (2009), na Oficina Cultural Oswald de Andrade (2010) e no Ribeirão Shopping (2010).
Performance de Marília Del Vecchio, 29º Bienal São Paulo.
“Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem - ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! - é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco - é alta mercê que me vejam - é de minha certa importância. Tomara não fosse… Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, que acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia. Já sabia, esperava por ela - já campo! Ah, a gente, na velhice, carece de sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar… Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças - eu digo. Pois não é ditado: “menino - trem do diabo’? E nos usos, nas plantas, nas águas, na terra, no vento… Estrumes… O diabo na rua, no meio do redemunho…”