SEED ACT significa ACTO: SEMENTE, e é um documentário longa metragem internacional, de produção independente. Através de um estilo narrativo artístico, aborda um tema actual referente a uma problemática socio-ecológica global. Pela sua abordagem sensorial, o filme constituirá ele mesmo um acto que fará germinar o imaginário, a motivação e o envolvimento social. Este documentário contará uma história através das vidas e acções daqueles que estão a participar diariamente na soberania e vida da semente, protegendo a biodiversidade, num mundo cada vez mais regulado e sufocado por leis que corroem o direito histórico e sagrado da humanidade em livremente semear, cultivar, colher e trocar sementes naturais.

Chegámos agora a uma fase crucial de produção, exigente a todos os níveis, incluindo o nível de recursos financeiros necessários para podermos continuar a filmar e para podermos editar o filme. Apesar de não termos apoio financeiro para tal, resolvemos arriscar e marcar as nossas viagens, durante Abril e Maio, rumo a três fantásticos festivais de sementes tradicionais (na Grécia, na Itália e em França) acompanhando e filmando a "Caravana Internacional pela Liberdade da Semente". E valeu tanto a pena! Conhecemos pessoas fantásticas que entrevistámos para o filme e captámos imagens e momentos muito especiais que queremos incluir no filme. Apesar de todos trabalharmos numa base voluntária, os custos desta viagem de rodagem foram de cerca 4000 €. Graças aos donativos livres de 54 pessoas (doaram valores entre os 5€ e os 500€), conseguimos angariar cerca de 1400€, e os restantes 3500€ foram temporariamente emprestados por uma amiga (a quem teremos de devolver o valor em breve). Por este motivo, apelamos a toda e qualquer pessoa que tenha interesse no germinar e na fruição deste documentário ainda semente, a fazer um donativo livre, num valor à sua escolha. Precisamos do vosso apoio para conseguirmos fazer as últimas filmagens em França no Verão, e precisaremos também de angariar fundos para nos conseguirmos dedicar à edição do filme durante todo o Inverno.
Somos uma pequena equipa altamente motivada e agradecemos todo o apoio para o germinar e florescer deste projecto.


Contribua com um donativo livre! Pode fazê-lo por por serviço Paypal ou, se precisar de recibo, por transferência directa para a conta IBAN PT50 0035 0298 00006902130 27 BIC SWIFT CGDIPTPL
da associação ambiental sem fins lucrativos GAIA, com a referência "Donativo SEED ACT" que passará um recibo.
IMPORTANTE: É fundamental que nos escreva um email para info@liquen.eu com o seu nome e valor, para podermos detectar o donativo.
Dentro das nossas possibilidades gostávamos de mostrar agradecimento às pessoas que nos apoiam, através de um crédito na página ou no filme, consoante o investimento feito.
Pode também fazer um donativo por paypal, clicando no botão abaixo. Obrigada!











Sinopse:
Num ambiente cada vez mais hostil para o uso e preservação de sementes tradicionais, apenas alguns chegaram à conclusão assustadora de que a aniquilação da biodiversidade está próxima. Activistas pela soberania alimentar, guardiões e protectores de sementes de diversas origens, operando em contextos muito diversos, estão a trabalhar, individual e colectivamente, para defender a nossa herança global.
Tal como as sementes viajaram com os povos nómadas ao longo de milénios, atravessaremos vários países europeus para conhecer as pessoas e projectos mais inspiradores à margem da sociedade.




Contextualização do complexo estado de sítio das sementes:
As sementes são a origem da vida. Tal como a própria vida, as sementes precisam de liberdade para se poderem exprimir, renovar, multiplicar e evoluir. As sementes das plantas que consumimos e que utilizamos para a nossa alimentação, construções, ferramentas, fibras, energia e medicina, são a base do património humano e a primeira ligação da cadeia alimentar. Elas são o resultado de milhões de anos de evolução, e milhares de anos de selecção paciente e adaptação pelos guardiões de sementes naturais: os agricultores de todo o mundo.

Mas este tesouro da humanidade foi retirado dos comuns e colocado no mercado mundial como uma mercadoria protegida por poderosos regimes de propriedade intelectual, por acordos comerciais, e cada vez mais, por legislações nacionais e internacionais sobre a comercialização de sementes.

No princípio, estas regras e acordos aplicavam-se a plantas comerciais ou protegidas por direitos de propriedade intelectual, sendo exemplo, entre outras, as plantas híbridas e transgénicas criadas em laboratório. O direito ignorava a utilização de sementes tradicionais locais, ainda populares entre a maioria dos agricultores. Mas a situação mudou.

Já não é suficiente para os oligopólios das sementes e da agro-química comercializar os seus produtos unicamente para aqueles que desejam utilizá-los. Hoje em dia, têm em vista todo o mercado. O enorme poder de grupos de interesse (lobby) destas corporações e o seu relacionamento com os governos deu lugar a novos acordos e legislações, incluindo uma proposta de lei europeia sobre as sementes, recentemente adoptada pela comissão europeia, que aplica as mesmas regras existentes para as sementes comerciais às sementes tradicionais.

Para contextualizar com um exemplo: oficialmente, as sementes vendidas em França precisam de obedecer a critérios que as permitam ser registadas no catálogo nacional. Este procedimento é obrigatório, caro e exigente a nível administrativo. Os critérios (DUS) foram impostos como resposta às necessidades do agro-negócio, implicando encargos financeiros e administrativos substanciais que tornam impossível para as pequenas organizações de guardiões de sementes cumprir com as regras, o que torna ilegal, para pequenos agricultores, produtores e guardiões de sementes, bem como organizações, continuar a praticar a sua distribuição. Estes critérios de especificidade, uniformidade e estabilidade (DUS) são paradoxais relativamente à diversidade e à capacidade adaptativa das plantas, que são características de toda a vida na Terra, permitindo a sobrevivência dos seres vivos num mundo em constante evolução.

A maioria de nós não tem conhecimento destas e de outras ameaças silenciosas à saúde dos nossos recursos comuns, pois o apertar da corda tem sido extremamente gradual. As negociações sobre a gestão da nossa alimentação e dos recursos agrícolas são, em grande parte, realizadas atrás de portas fechadas, em salas de reuniões comerciais de nível internacional. O público, incluindo agricultores, tem pouco ou nada a dizer sobre o futuro das sementes.



Contribua com um donativo livre!
Pode fazê-lo por por serviço Paypal ou por transferência directa para a conta IBAN PT50 0035 0298 00006902130 27 BIC SWIFT CGDIPTPL
da associação ambiental sem fins lucrativos GAIA, com a referência "Donativo SEED ACT" que passará um recibo.
MPORTANTE: É fundamental que nos escreva um email para info@liquen.eu com o seu nome e valor, para podermos detectar o donativo.
A morada para efeitos de transferencia bancária é: Rua da regueira 40. 1100-437 alfama. Lisboa. Portugal.

Dentro das nossas possibilidades gostávamos de mostrar agradecimento às pessoas que nos apoiam, através de um crédito na página ou créditos no filme (para montantes superiores a 300€), consoante o investimento feito.
Pode também fazer um donativo por paypal, clicando no botão abaixo. Obrigada!











Somos uma pequena equipa altamente motivada, que começou a filmar para SEED ACT em 2013. A nosso trabalho é resultado da dedicação colaborativa de várias pessoas, às quais eu gostaria de agradecer, mencionando aqueles que têm colaborado voluntariamente nas sessões de rodagem/ filmagens produzidas até ao momento:
Sara Baga (Realizadora, Produtora e Camerawoman)
Lanka Horstink (Produtora faz-tudo o que houver a fazer, em Portugal)
Erik D'Haese (Gravação de som, produtor e assistente de direção em França e Bélgica),
Carlotta Premazzi (Gravação de som, e assistente de câmara em Portugal),
Pedro Rodrigues (cameraman em Portugal),
Gonçalo Campos Andrada (Cameraman na Grécia, Itália e França Mas D'Azil),
Gonçalo Sarmento (Gravação de som e cameraman in Portugal),
Jean Amoris (cameraman na Bélgica) e
Maelle Grand Bossi (camerawoman na Bélgica).

Possa a semente germinar!
Amor e Gratidão,

Sara,
Realizadora, Produtora, Cinematografia e Câmara

Maio 2014


* Sara e Erik, em rodagem na Provence, França, 2013.



Apoios: Recebemos uma bolsa inicial para compra de materiais de filmagem, no valor de 10.000€ (que já usámos) da Fondation Pour Une Terre Humaine. Procuramos agora mais apoios para podermos avançar com a produção e edição do documentário ainda em 2014.