OBJECTIVOS DA CINECARAVANA
O projecto CineCaravana consistiu em levar a produção Hortas Di Pobreza, a cidades, vilas e aldeias da Guiné-Bissau, longe das salas de cinema, apresentando o filme de forma gratuita e aberta a toda a população. O filme Hortas Di Pobreza é uma produção independente que retrata a realidade social e económica da produção e comercialização de caju, produto que envolve a maior parte da população rural da Guiné-Bissau.
A partir da leitura do filme, e ao longo de um período de 16 dias de CineCaravana, colocámos ao dispor das populações um contínuo ciclo de debates e reflexão com o público a respeito das questões retratadas no documentário. Tendo projectado o filme e realizado sessões de discussão sobre as suas principais problemáticas – o comércio justo e a segurança alimentar – em Portugal e no estrangeiro, consideramos essencial que tanto o filme como o debate e reflexão nele subjacentes regressem onde serão mais necessários: o mundo rural guineense, local que deu corpo e alma ao filme.
CINECARAVANA HORTAS DI POBREZA GB 2013 "Num país onde não há uma única sala de cinema, Sara Correia quer mostrar o filme em tantos locais quanto possível em duas semanas, mas também que através dele se faça uma reflexão sobre comércio justo e a segurança alimentar. Porque pobreza não é apenas um problema endémico na Guiné-Bissau ou um estado de espírito. Porque Pobreza é uma aldeia. E um filme." // F.P @ Lusa; 15 de Março de 2013 [notícia aqui]
Os objectivos centrais do projecto CineCaravana desdobram-se em duas áreas fundamentais: a área cultural e a área de intervenção e desenvolvimento local.
No domínio cultural, é nossa intenção levar cultura sob a forma de cinema a populações que não têm acesso a este tipo de arte, num país em que a única sala de cinema existente (em Bissau) fechou na década de 1990. É de igual importância o facto de o filme projectado ser na língua mãe das populações locais – o crioulo – cuja influência na cultura cinematográfica é praticamente inexistente. Espera-se que a projecção de um filme em crioulo possa ainda valorizar as produções locais e dinamizar a apetência para futuras obras nesta língua, normalmente marginalizada, apesar de ser a que une o povo guineense e a única que é compreendida por quase toda a população.
No âmbito da intervenção e desenvolvimento local, pretende-se acima de tudo motivar a uma reflexão conjunta sobre os destinos da população e agricultura locais, tendo em vista a possibilidade de empoderamento dos produtores locais. Discutir formas de organização de produtores e articulações com intervenientes ligados ao comércio justo poderiam ser primeiros passos importantes para uma melhoria significativa na justiça do comércio local e na segurança alimentar das populações.
Não podemos prever que resultados poderão advir destas reflexões comuns, mas antecipamos que a facilitação e promoção deste pequeno “fórum social” estimule a reflexão e o debate em conjunto, essenciais para poderem juntos definir linhas de acção e reflexão sobre os seus problemas comuns.
Imagens da mostra do filme com os habitantes de Pobreza, participantes do documentário. Aqui pela primeira vez têm cinema na tabanca e vêm-se filmados pela primeira vez na vida.
PARTICIPE NESTE PROJECTO!
Entendemos que a abrangência do projecto da CineCaravana poderá envolver intervenientes de diversas áreas, do âmbito artístico e cultural ao desenvolvimento rural e comércio justo, e claro, indivíduos que se revejam no projecto.
Este projecto foi e está a ser realizado de forma totalmente independente e sem apoios financeiro, sendo suportado directamente pela realizadora do filme - para quem reencontrar as pessoas que participam no filme e discutir os temas abordados na obra com a população guineense - é fundamental no processo de produção deste documentário.
Mas enquanto projecto independente sofre de dificuldades financeiras para a sua concretização. Agradecemos quem, acreditando neste projecto o queira apoiar.
A participação no projecto poderá ser realizada de forma directa, para tal aceitamos donativos por paypal
Ou, efectuando uma transferência directa com a quantia desejada para
NIB 0035 0250 00699981500 26
IBAN PT50 0035 0250 00699981500 26
BIC SWIFT CGDIPTPL
Cada contribuição será devidamente reconhecida e divulgada nos meios apropriados, nomeadamente sempre que se realizar a divulgação do projecto nos media nacionais e estrangeiros, assim como do país envolvido, a Guiné-Bissau.
Para mais informações, contacte-nos através do email info@liquen.eu
O projecto CineCaravana consistiu em levar a produção Hortas Di Pobreza, a cidades, vilas e aldeias da Guiné-Bissau, longe das salas de cinema, apresentando o filme de forma gratuita e aberta a toda a população. O filme Hortas Di Pobreza é uma produção independente que retrata a realidade social e económica da produção e comercialização de caju, produto que envolve a maior parte da população rural da Guiné-Bissau.
A partir da leitura do filme, e ao longo de um período de 16 dias de CineCaravana, colocámos ao dispor das populações um contínuo ciclo de debates e reflexão com o público a respeito das questões retratadas no documentário. Tendo projectado o filme e realizado sessões de discussão sobre as suas principais problemáticas – o comércio justo e a segurança alimentar – em Portugal e no estrangeiro, consideramos essencial que tanto o filme como o debate e reflexão nele subjacentes regressem onde serão mais necessários: o mundo rural guineense, local que deu corpo e alma ao filme.
CINECARAVANA HORTAS DI POBREZA GB 2013 "Num país onde não há uma única sala de cinema, Sara Correia quer mostrar o filme em tantos locais quanto possível em duas semanas, mas também que através dele se faça uma reflexão sobre comércio justo e a segurança alimentar. Porque pobreza não é apenas um problema endémico na Guiné-Bissau ou um estado de espírito. Porque Pobreza é uma aldeia. E um filme." // F.P @ Lusa; 15 de Março de 2013 [notícia aqui]Os objectivos centrais do projecto CineCaravana desdobram-se em duas áreas fundamentais: a área cultural e a área de intervenção e desenvolvimento local.
No domínio cultural, é nossa intenção levar cultura sob a forma de cinema a populações que não têm acesso a este tipo de arte, num país em que a única sala de cinema existente (em Bissau) fechou na década de 1990. É de igual importância o facto de o filme projectado ser na língua mãe das populações locais – o crioulo – cuja influência na cultura cinematográfica é praticamente inexistente. Espera-se que a projecção de um filme em crioulo possa ainda valorizar as produções locais e dinamizar a apetência para futuras obras nesta língua, normalmente marginalizada, apesar de ser a que une o povo guineense e a única que é compreendida por quase toda a população.
No âmbito da intervenção e desenvolvimento local, pretende-se acima de tudo motivar a uma reflexão conjunta sobre os destinos da população e agricultura locais, tendo em vista a possibilidade de empoderamento dos produtores locais. Discutir formas de organização de produtores e articulações com intervenientes ligados ao comércio justo poderiam ser primeiros passos importantes para uma melhoria significativa na justiça do comércio local e na segurança alimentar das populações.
Não podemos prever que resultados poderão advir destas reflexões comuns, mas antecipamos que a facilitação e promoção deste pequeno “fórum social” estimule a reflexão e o debate em conjunto, essenciais para poderem juntos definir linhas de acção e reflexão sobre os seus problemas comuns.Imagens da mostra do filme com os habitantes de Pobreza, participantes do documentário. Aqui pela primeira vez têm cinema na tabanca e vêm-se filmados pela primeira vez na vida.
Prometi-lhes que lhes ia mostrar o filme e assim foi! Após horas num caminho de estrada digno de rally, chegámos a Pobreza, uma terra da Guiné-Bissau que não vem no mapa mas que nesse dia, pela primeira vez teve cinema. "Hortas di Pobreza", onde os "atores" são os habitantes da aldeia e o principal produto do país, o caju, foi projectado sobre um lençol preso a uma das casas da tabanca, com a população a assistir debaixo dos cajueiros. E no final, um debate com os habitantes de pobreza sobre as possibilidades e alternativas para o futuro da vida desta tabanca e dos recursos naturais que a alimentam, numa tabanca com distância de 4 horas a pé até à próxima tabanca, 53 crianças e o desejo de uma escola.
Mostrámos o filme em diversos locais da guiné e para muitas centenas de pessoas, mas vim retribuir o filme a esta tabanca onde há 3 anos fomos recebidos como sendo da terra, era uma das principais motivações, e foi especial.
Um grande obrigado a todos os q possibilitaram q este filme e a cinecaravana Hortas Di Pobreza se realizasse. Agradecendo ainda especialmente pela amabilidade, e apoio logistico dado para a realizaçao da cinecaravana, a Fernando Peixeiro, Mussa Baldé e ao IBAP da Guiné-Bissau.
[Sara De Sousa Correia]
PARTICIPE NESTE PROJECTO!
Entendemos que a abrangência do projecto da CineCaravana poderá envolver intervenientes de diversas áreas, do âmbito artístico e cultural ao desenvolvimento rural e comércio justo, e claro, indivíduos que se revejam no projecto.
Este projecto foi e está a ser realizado de forma totalmente independente e sem apoios financeiro, sendo suportado directamente pela realizadora do filme - para quem reencontrar as pessoas que participam no filme e discutir os temas abordados na obra com a população guineense - é fundamental no processo de produção deste documentário.
Mas enquanto projecto independente sofre de dificuldades financeiras para a sua concretização. Agradecemos quem, acreditando neste projecto o queira apoiar.
A participação no projecto poderá ser realizada de forma directa, para tal aceitamos donativos por paypal
Ou, efectuando uma transferência directa com a quantia desejada para
NIB 0035 0250 00699981500 26
IBAN PT50 0035 0250 00699981500 26
BIC SWIFT CGDIPTPL
Cada contribuição será devidamente reconhecida e divulgada nos meios apropriados, nomeadamente sempre que se realizar a divulgação do projecto nos media nacionais e estrangeiros, assim como do país envolvido, a Guiné-Bissau.
Para mais informações, contacte-nos através do email info@liquen.eu




























