PT
No âmbito desta edição – Who Lives Next Door? – a Dédalo centra a atenção na zona de Campanhã, tendo como intuito potenciar uma fracção esquecida da cidade do Porto.
Nesta primeira fase, a Dédalo foi para a rua interagir directamente com a população, apelando aos cidadãos para identificar os problemas e desejos transversais à comunidade através de três abordagens diferentes:
1. Pontos Dédalo - São dispositivos materiais de recolha de opiniões onde as pessoas, de forma individual e por escrito, se exprimem sobre os problemas urbanos com que se debatem diariamente. Distribuídos por estabelecimentos que vão desde cafés a farmácias, passando por talhos e cabeleireiros, estes pontos ocupam os lugares que as pessoas frequentam no dia-a-dia. Desta forma, procuramos alargar o leque de opiniões e abranger o maior número de respostas, em prol da diversidade e do rigor.
2. Diálogo In Situ - Centrados na zona de Campanhã, passam por abordagens pontuais no espaço público onde, através de uma troca de palavras informal, se discutem os problemas e potencialidades da zona. É, entre todas, a abordagem mais informal, procurando levar as pessoas a reflectir sobre o espaço onde se encontram, o qual percorrem todos os dias e conhecem intuitivamente.
3. Parcerias com a Comunidade – Numa abordagem inicial, estabelecemos contacto com as escolas locais, introduzindo a discussão sobre o espaço público nos espaços educativos. Através de desenhos e escritos, alunos, pais e professores pensam nos problemas com que se deparam e equacionam soluções urbanas que contribuam de forma positiva para a sua solução.
EN
In this issue - Who Lives Next Door? - Dédalo is focusing its attention on the area of Campanhã, in order to enhance this small forgotten fraction of the city of Oporto.
The first stage consists of interacting directly with the population, encouraging the identification of the problems and the wishes of the community through three different approaches:
1. Opinion Points - These are small physical devices made to collect the various opinions of the community. Through these devices people can write their own individual opinion about the urban problems they are confronted with everyday. Therefore, they are placed in local establishments, like cafes and pharmacies, butcheries and hairdressers, interacting with the community's everyday life. This allows a larger number of answers and a wider range of opinions, for more diversity and rigour.
2. Local Talks - These consist in occasional surveys within the public domain, in which we acknowledge the problems and potentialities of the area through informal conversations with the community. This is the most informal approach. It intends to lead the inhabitants to think about the area they live in and know intuitively.
3. Community Partnerships - The beggining of this stage consisted in contacting local schools, encouraging the discussion over the public domain in the educational establishments. Through writings and drawings, students, parents and teachers can consider the community's issues thinking about urban solutions that can contribute in a positive way to a bigger solution.