per.forma II
In-tenções, espaço Montepio, 24 de Agosto, 2013.
No projecto In-tenções interessa pensar as condições da gestualidade e da representação enquanto extenção do acto performativo. Re-presentação no sentido de voltar a tornar presente o motor do agir, sem rede, na busca de grafia que se dilua no grau zero da experiência pura. Neste sentido, um corpo de intervenções singulares dentro do propósito de cada projecto/ artista, é a voz que vai definir esta conversa dentro da semântica transdisciplinar do acto/ gesto performativo. Esse corpo/ desenho ganha forma através das coordenadas acções que cada um oferece ao espaço onde se insere, e na forma como se organiza. Cada um dos artistas será o per que definirá a forma em memória responsável do que está prestes a acontecer.
Artistas convidados: Alexandre A. R. Costa, Andre Fonseca, Artur Ruivo, Beatriz Albuquerque, Dalila Vaz, Eduarda Andresen, Filipe Garcia, Francisco Laranjeira, Hugo Soares, João Gigante, Jorge Fernando Santos, Manoel Barbosa, Mariana Bacelar, Susana Chiocca, Vasco Costa, Wolfgang Obermair.

registos de Eduarda Andresen
" Falar a linha" no Laissez Faire II Edição mostra de Arte Independente, curadoria de Martim Dias, e ciclo de performance Cre(a)tive.connections II, curadoria de Filipe Garcia, 13 de Julho, Porto 2013.

registos de Ana Serra
Atelier do Sol, " desenho com terra"16 de Junho, Porto, 2013.

Registo de Filipe Garcia
"Da água para o vidro", projecto de residência artística, 1º avenida, edifício Axa, 17 de Maio, Porto.
A materialização “ da água para o vidro”, surge no âmbito do trabalho de residência artística e de investigação sobre o processo criativo que tenho vindo a desenvolver na área da Performance Art.
Num deslocamento constante de semântica de movimento e de gesto, a acção habita o espaço e desdobra-se para se fundir nele. Limpam-se os olhos, escolhem-se as coordenadas com que se move o corpo. Esta experiência tem como base o desenho do processo mental e orgânico com que foi desenvolvida. É um estudo sobre o seu próprio processo de desenvolvimento de narrativa, onde o corpo se potencia no meio onde está incerido e onde se inscreve enquanto sujeito.
Palavras chave:
Corpo| desenho| gestualidade| repertório| etnografia | deslocamento| meio envolvente

registos de Bruna Amaral
"Fio, giz, metal", Resgate, curadoria de Hugo Soares, Barcelos.

auto-registo
Ao lado do cortelho, Curadoria de Hugo Soares, Viana do Castelo, 2013.

registos de Francisco Laranjeira.

desenho em busca do processo
"Redundancia: metal, giz, fio" no Sintomas e efeitos secundários, núcleo de investigação performance art, Faculdade de Belas Artes do Porto.
Interessa-me a efemeridade do acontecimento da acção. Redundância metal, giz, fio, é um conjunto de coordenadas, de momentos geométricos que se relacionam com as seis extremidades do corpo humano ( pés, mãos, cabeça e coxis). Todo o desenho converge num ponto, o seu deslocamento semântico numa narrativa, .....(onde o corpo organismo dirige.)

registos de António Cardoso
Apontamentos de um corpo, por Patrícia do Vale
3 de maio de 2013 | FBAUP | exterior do pavilhão de escultura, sobre a terra, sob as árvores.
Um corpo ergue-se e caminha até uma clareira entre as árvores. Um grupo de pessoas em círculo, a distâncias variáveis, em pé ou sentadas por terra, observam. Um prego pende de um fio em torno do pescoço da performer, que segura um martelo na mão. Rodeando a perna, sobre as calças negras, alguns paus de bambu. A performer retira o fio do pescoço e crava o prego no chão. Usando o seu corpo como medida, marca a distância dos seus extremos, cravando as estacas de bambu nos pontos assinalados pelos seus pés, num movimento circular a partir do centro. A partir do centro a performer sulca a terra com a garra do martelo num movimento espiral, revolvendo o solo e limpando o território. Deitando-se no interior do círculo, percorre-o numa série de movimentos de elevação e enrolamento. A eixo com o ponto central, marca a posição dos pés em afastamento máximo com pregos que traz enrolados com fio no antebraço, marcando à frente a posição das mãos e cabeça. Une estes pontos traçando percursos entre eles com o fio, e já na vertical afasta os braços segurando em cada mão extremidades do fio, transportando o desenho traçado para o plano vertical.
Esta performance inscreve o corpo no presente pela marcação de um território em potência. O desenho que esse corpo traça desdobra-se em múltiplos planos na medida da distância dos seus extremos. Apontado o ponto central pelo prego cravado na terra, outros pontos se seguem num contínuo de afastamentos e aproximações paralelos ao solo, marcados pela cartografia do corpo expandido da performer. As estacas de bambu pregadas no solo marcam a escala humana da ação. A partir do centro a performer rasga uma espiral, expandindo o território. O corpo estende-se sobre o solo, para logo se elevar e desenrolar repetidamente, traçando um outro desenho. As posições expandidas de pés, mãos e cabeça, marcadas por pregos, desenham novos pontos unidos por um fio, que no plano vertical mantem o corpo unido ao desenho que traçou.
A depuração, a contenção, a simplicidade, atravessam esta performance nos seus múltiplos planos, num movimento que ao mesmo tempo enraíza e eleva. A escala humana da performance, enquanto corpo que aponta os seus extremos e traça a sua cartografia, é comovente e libertadora, na medida em que a sua inscrição no território nunca é uma limitação, mas uma expansão em potência.
"On the line" no ciclo de performance Mental, physical, temporary, curadoria Hugo Soares, AISCA, Viana do Castelo, 2013.

proto performance II, e registo da instalação.

proto performance I, e registo de parte da acção.
"Trilogia sal, fogo, ar" incerido no ciclo de performance Escrita do corpo do fazer, espaços Mira, 1 de Dezembro, 2012, Porto.

registos de Manuela Matos Monteiro
" desenho instalado" no ciclo de performance Pre.sent.in.place, Museu Teixeira Lopes, curadoria de Filipe Garcia, Gaia, 23| 24 de Novembro 2012.

registo de Ana Serra
Exposição Cheia, curadoria de Leonel Cunha, Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, Póvoa de Varzim, Outubro de 2012.

registos de Leonel Cunha.
" Escolha do tempo em círculo" no antigo espaço Gesto, no âmbito da XII edição - Semana de História da Arte - PERFORMANCE ART 16 a 21 ABRIL 2012, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

registos de António Cardoso.
" Desenho na fronteira", colaboração de Hugo Soares, incerido no evento " Contrabandum", curadoria de Patrícia Oliveira, inauguração do posto transfronteiriço de Verim, Espanha.

registo de Fernando Sebastião.
No projecto In-tenções interessa pensar as condições da gestualidade e da representação enquanto extenção do acto performativo. Re-presentação no sentido de voltar a tornar presente o motor do agir, sem rede, na busca de grafia que se dilua no grau zero da experiência pura. Neste sentido, um corpo de intervenções singulares dentro do propósito de cada projecto/ artista, é a voz que vai definir esta conversa dentro da semântica transdisciplinar do acto/ gesto performativo. Esse corpo/ desenho ganha forma através das coordenadas acções que cada um oferece ao espaço onde se insere, e na forma como se organiza. Cada um dos artistas será o per que definirá a forma em memória responsável do que está prestes a acontecer.
Artistas convidados: Alexandre A. R. Costa, Andre Fonseca, Artur Ruivo, Beatriz Albuquerque, Dalila Vaz, Eduarda Andresen, Filipe Garcia, Francisco Laranjeira, Hugo Soares, João Gigante, Jorge Fernando Santos, Manoel Barbosa, Mariana Bacelar, Susana Chiocca, Vasco Costa, Wolfgang Obermair.

registos de Eduarda Andresen
" Falar a linha" no Laissez Faire II Edição mostra de Arte Independente, curadoria de Martim Dias, e ciclo de performance Cre(a)tive.connections II, curadoria de Filipe Garcia, 13 de Julho, Porto 2013.

registos de Ana Serra
Atelier do Sol, " desenho com terra"16 de Junho, Porto, 2013.

Registo de Filipe Garcia
"Da água para o vidro", projecto de residência artística, 1º avenida, edifício Axa, 17 de Maio, Porto.
A materialização “ da água para o vidro”, surge no âmbito do trabalho de residência artística e de investigação sobre o processo criativo que tenho vindo a desenvolver na área da Performance Art.
Num deslocamento constante de semântica de movimento e de gesto, a acção habita o espaço e desdobra-se para se fundir nele. Limpam-se os olhos, escolhem-se as coordenadas com que se move o corpo. Esta experiência tem como base o desenho do processo mental e orgânico com que foi desenvolvida. É um estudo sobre o seu próprio processo de desenvolvimento de narrativa, onde o corpo se potencia no meio onde está incerido e onde se inscreve enquanto sujeito.
Palavras chave:
Corpo| desenho| gestualidade| repertório| etnografia | deslocamento| meio envolvente

registos de Bruna Amaral
"Fio, giz, metal", Resgate, curadoria de Hugo Soares, Barcelos.

auto-registo
Ao lado do cortelho, Curadoria de Hugo Soares, Viana do Castelo, 2013.

registos de Francisco Laranjeira.

desenho em busca do processo
"Redundancia: metal, giz, fio" no Sintomas e efeitos secundários, núcleo de investigação performance art, Faculdade de Belas Artes do Porto.
Interessa-me a efemeridade do acontecimento da acção. Redundância metal, giz, fio, é um conjunto de coordenadas, de momentos geométricos que se relacionam com as seis extremidades do corpo humano ( pés, mãos, cabeça e coxis). Todo o desenho converge num ponto, o seu deslocamento semântico numa narrativa, .....(onde o corpo organismo dirige.)

registos de António Cardoso
Apontamentos de um corpo, por Patrícia do Vale
3 de maio de 2013 | FBAUP | exterior do pavilhão de escultura, sobre a terra, sob as árvores.
Um corpo ergue-se e caminha até uma clareira entre as árvores. Um grupo de pessoas em círculo, a distâncias variáveis, em pé ou sentadas por terra, observam. Um prego pende de um fio em torno do pescoço da performer, que segura um martelo na mão. Rodeando a perna, sobre as calças negras, alguns paus de bambu. A performer retira o fio do pescoço e crava o prego no chão. Usando o seu corpo como medida, marca a distância dos seus extremos, cravando as estacas de bambu nos pontos assinalados pelos seus pés, num movimento circular a partir do centro. A partir do centro a performer sulca a terra com a garra do martelo num movimento espiral, revolvendo o solo e limpando o território. Deitando-se no interior do círculo, percorre-o numa série de movimentos de elevação e enrolamento. A eixo com o ponto central, marca a posição dos pés em afastamento máximo com pregos que traz enrolados com fio no antebraço, marcando à frente a posição das mãos e cabeça. Une estes pontos traçando percursos entre eles com o fio, e já na vertical afasta os braços segurando em cada mão extremidades do fio, transportando o desenho traçado para o plano vertical.
Esta performance inscreve o corpo no presente pela marcação de um território em potência. O desenho que esse corpo traça desdobra-se em múltiplos planos na medida da distância dos seus extremos. Apontado o ponto central pelo prego cravado na terra, outros pontos se seguem num contínuo de afastamentos e aproximações paralelos ao solo, marcados pela cartografia do corpo expandido da performer. As estacas de bambu pregadas no solo marcam a escala humana da ação. A partir do centro a performer rasga uma espiral, expandindo o território. O corpo estende-se sobre o solo, para logo se elevar e desenrolar repetidamente, traçando um outro desenho. As posições expandidas de pés, mãos e cabeça, marcadas por pregos, desenham novos pontos unidos por um fio, que no plano vertical mantem o corpo unido ao desenho que traçou.
A depuração, a contenção, a simplicidade, atravessam esta performance nos seus múltiplos planos, num movimento que ao mesmo tempo enraíza e eleva. A escala humana da performance, enquanto corpo que aponta os seus extremos e traça a sua cartografia, é comovente e libertadora, na medida em que a sua inscrição no território nunca é uma limitação, mas uma expansão em potência.
"On the line" no ciclo de performance Mental, physical, temporary, curadoria Hugo Soares, AISCA, Viana do Castelo, 2013.

proto performance II, e registo da instalação.

proto performance I, e registo de parte da acção.
"Trilogia sal, fogo, ar" incerido no ciclo de performance Escrita do corpo do fazer, espaços Mira, 1 de Dezembro, 2012, Porto.

registos de Manuela Matos Monteiro
" desenho instalado" no ciclo de performance Pre.sent.in.place, Museu Teixeira Lopes, curadoria de Filipe Garcia, Gaia, 23| 24 de Novembro 2012.

registo de Ana Serra
Exposição Cheia, curadoria de Leonel Cunha, Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, Póvoa de Varzim, Outubro de 2012.

registos de Leonel Cunha.
" Escolha do tempo em círculo" no antigo espaço Gesto, no âmbito da XII edição - Semana de História da Arte - PERFORMANCE ART 16 a 21 ABRIL 2012, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

registos de António Cardoso.
" Desenho na fronteira", colaboração de Hugo Soares, incerido no evento " Contrabandum", curadoria de Patrícia Oliveira, inauguração do posto transfronteiriço de Verim, Espanha.

registo de Fernando Sebastião.







