Quando fiz a inscrição para participar do TEDx SP, há algumas semanas, confesso que não tinha ideia do que esperar. Eu e o Fe sempre vamos a palestras e gostamos de ouvir o que os outros tem a dizer, não deixaríamos de ir, mas o TEDx me surpreendeu.
A começar pela organização. Mal dava para acreditar que nenhuma pessoa pagou para estar ali e estávamos todos sendo tratados como parte única daquela pequena e notória multidão. Dava para sentir o respeito e a admiração que partia de cada um e atingia todo mundo, sem importar se estava se veio de carro do sul do país ou pedalando lá de longe, do nordeste (não digo por exagero, posso afirmar que alguém de lá já fez ou está planejando fazer algo assim).
Pensar que até a semana passada nem sabia dizer exatamente quem eram os palestrantes. Resumia tudo dizendo que era um monte de gente que pensa diferente.
Quase acertei.
Eles não apenas pensam, fazem e fazem bonito. Desde de Vitor Araújo, pernambucano (de 20 anos!) que tocou piano às 8h da manhã até os organizadores reunidos no palco e o champagne com direito a dança me provocaram. Passando pela Dona Adozinda, que fez todo mundo chorar ao descrever o que é ser um professor da maneira mais linda do mundo, e Guti Fraga, que acabou com a platéia ao fazer cair a ficha de que nãosomos tão pequenininhos quanto achamos pra esse mundo de coisas a serem feitas a espera de alguém que abrace.
O parte mais doida é que cada pessoa que subia ao palco parecia descobrir um pedacinho de mim. Talvez por meus pais serem nordestinos, ou por que moro em São Mateus. Mais, por ter trabalhado em uma escola no meio da favela e ter visto de perto como aquelas crianças precisam de boa educação. E ainda Augusto de Franco, que falou/questionou sobre assuntos sobre os quais me interesso imensamente e que quando terminou, percebi que era apenas um começo.
Eu vi que tem uma galera que está fazendo acontecer e de todas as sensações que descobri durante o dia, a mais forte foi a de querer fazer parte disso.
Eu só tenho a agradecer pelo furacão que foi o TEDx.
Fotos: flickr Moreno Barros

